segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Nelson Strobel!

Olá João Carlos Amodio,foi realmente com muita surpresa que recebi teu e-mail procurando contato. Já faziam muitas décadas que não nos víamos, desde os tempos da RECEP e do Colégio Bom Jesus. Parabenizo-te pela iniciativa de construíres o Blog sobre a RECEP. Permite voltarmos no tempo e recuperarmos a memória do início da RECEP, aonde junto com os irmãos lassalistas, Ir.Gilberto, Ir.Dionísio, Ir.Timóteo bem como dos colegas do Bom Jesus: o Luís Ernesto, você, o Gernet, a minha pessoa, o Marcos e outros cujos nomes já me escapam, iniciamos as atividades radiofônicas da RECEP. Tivemos ali uma verdadeira escola de atividades radiofônicas onde eu pude atuar tanto na locução como na técnica de som, atividade esta que exerci posteriormente em outras rádios como a Guairacá, Ouro Verde, Colombo, Cruzeiro do Sul e finalmente, passando para a área da televisão onde pude atuar como sonoplasta nos primórdios da antiga TV Paranaense Casal 12, do pioneiro Nagib Chede, começando no Edifício Tijucas e posteriormente na sede da Rua Emiliano Perneta. Foram poucos porém intensos anos e de muitas lembranças. Como eu tinha decidido fazer faculdade, (fiz o Bacharelado em Matemática e posteriormente o curso de Engenharia Civil na UFPR), entrei por concurso como professor universitário tanto na UFPR como no antigo CEFET (hoje UTFPR). Atuei nestas instituições por várias décadas até me aposentar. Hoje me dedico integralmente à família, já sou avô e me distraio com pesquisas de genealogia da família e pesquisas outras na Internet. Fico feliz em revê-lo bem com aos outros colegas daquela época. Espero que possamos manter-nos em contato. Deixo aqui um grande abraço a todos. Nelson Strobel, de Curitiba.


sábado, 29 de outubro de 2011

GALERIA DE COLABORADORES E AMIGOS...

ERNESTO ARTUR BERG!
Escreveu...
Olá João Carlos:
Tudo bem com você? Fico muito contente que após tantos anos possamos ter contato novamente, pois eu nada mais soube a seu respeito desde os tempos da RECEP, na década de 60.
Visitei seu blog e gostei muito dele. Conta fatos que eu ignorava. Parabéns pela sua pesquisa e pelo trabalho desenvolvido.
Foi muito bom relembrar os tempos do Irmão Gilberto, Timóteo, Cláudio etc. além de você mesmo e do Luís Ernesto, que recentemente me entrevistou por telefone para um programa da Rádio Educativa AM.
Conforme você deve saber (através de um dos meus sites www.quebrandobarreiras.com.br) , hoje (e há muito tempo) eu trabalho com consultoria empresarial, dou cursos, palestras e me dedico também a escrever livros na área de administração e negócios.
No anexo envio uma foto minha, conforme você solicitou.
Um forte abraço e fique com Deus.
Grande colaborador da RECEP, sempre que solicitávamos emprestado a ele um LP (long-play) geralmente da gravadora alemã "Deutsche Grammophon" que era possuidora de enorme catalogo de musica erudita, lá vinha ele trazendo debaixo do braço os LPs por nós solicitados. Seu pai era possuidor de uma discoteca privilegiada e de bom gosto.
A eles os nossos agradecimentos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A RECEP gravando a Banda da Policia Militar!

Luís Ernesto mais uma vez arrojado, pois gravar a banda com cerca de 50 participantes com apenas 1 microfone, o som resultante é prejudicado, mas para ser reproduzido em rádio AM até que ficou bastante satisfatório. Um belo dia lá foram o Luís e o irmão Timóteo (Egydio Busanello) , levando o "caixotão" do gravador Webster, um bom microfone e uns 20 metros de cabo coaxial. Isto tudo de ônibus coletivo até o quartel da Policia que ficava na Marechal Floriano...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

PÁGINA DA SAUDADE!

Sempre lembrando dos colegas participantes, tais como: ALBINO AFFONSO LUDWIG ( Irmão Gilberto) em memória, EGYDIO BUSANELLO (Irmão Timóteo) em memória, EX-IRMÃO DIONÍSIO, EX-IRMÃO CLÁUDIO, EX-IRMÃO CHIESA, LUÍS ERNESTO, NELSON LUÍS STROBEL: JOSÉ GERNET NETO em memória; MARCOS ALVES PEREIRA; ANIBAL CODERINE em memória; JOSIL CARON DOS ANJOS; JOSÉ CARLOS BARAUNA ARAUJO; ERNESTO ARTUR BERG, CAVALCANTE. JOÃO CARLOS AMODIO...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Fundação da RECEP Escolas Radiofônicas

Relembrando a história da fundação da RECEP a rádio que possuía um estúdio montado no terceiro andar do Colégio Estadual, que por motivos técnicos não pode ter instalado sistema irradiante eficazes. Foi aí que surgiu o interesse do clero de montar uma Rádio nos moldes da Radio Sutatenza da Colômbia fundada pelo padre José Joaquín Salcedo. Que oferecesse ensino a distancia para as pessoas serem alfabetizadas através das ondas do rádio. Em 1958 aproximadamente o arcebispo Dom Manoel da Silveira D'Elboux em conversa com o governador Moisés Lupion sobre o assunto, quando foi lembrado da RECEP que ainda não possuía sistema irradiante e o Arcebispo propõe um convênio com o governo do Estado com validade até 1973, com este acordo a RECEP passa a ter um sistema irradiante e passa a funcionar na freqüência de 780 quilo hertz com 100 watts de potência. A igreja católica convida para administrar a Rádio das Escolas Radiofônicas a irmandade lassalista, cujo trabalho é sempre voltado à educação. A Cúria possuidora de uma grande área de terreno onde era o Prado Velho, onde seria construída a PUC do Paraná. Inclusive havendo um rio dividindo as terras, local extremamente propicio para a instalação da antena irradiante e transmissores o que foi realizado as custas do arcebispado através da Sociedade Paranaense de Cultura e que ainda construiu um estúdio nas dependências das arquibancadas do ex Jóquei Clube. Cuja inauguração foi realizada dia 07 de setembro de 1960. A RECEP Escola Radiofônica transmitia das 7:00 horas as 20:00 horas, ao findar o programa a Voz do Brasil através de link telefônico a RECEP passava a transmitir dos estúdios no 3º andar do Colégio Estadual do Paraná, até as 24:00 horas. Sendo que eram locutores os senhores José Baraúna de Araujo e Noel Edemar Samways.
Dias após a inauguração ingressei a convite de Luís Ernesto como estagiário sem direito a remuneração como operador de som e assim permaneci até 24 de abril de 1961 quando firmei contrato de trabalho com a Sociedade Paranaense de Cultura e lá permaneci até 24 de abril de 1962.
Éramos uma equipe muito pequena, tínhamos que fazer de tudo um pouco, redigir, criar, montar, produzir, fazer reportagens externas, tudo voluntariamente, sem equipamentos próprios, sem verbas, sem transporte, enfim com muita coragem e determinação.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Festival Folclórico e o Teatro Guaira - Grande auditório



Transmissão (Som) do Festival Folclórico nos anos 1960, direto do Teatro Guaira, Grande Auditório ainda em construção.





Nos anos 1960 retransmitir o som fora dos estúdios da rádio ainda era uma aventura.


Principalmente para as Escolas Radiofônicas, o nosso único equipamento consistia de um enorme caixotão de cor verde que era um gravador valvulado da marca WEBSTER, pesado como ele só, e a Rádio não dispunha de transporte próprio, resultado, sobrava para mim e o Luís Ernesto carregar para lá e pra cá o tal gravador, e isso de ônibus e a pé. E com o gravador não dava para se fazer transmissão ao vivo, e o grande sucesso da época eram os Festivais Folclóricos, e o Luís Ernesto que adorava as aventuras radiofônicas, convenceu o Diretor da Rádio, Albino Affonso, Ir. Gilberto, que a Rádio poderia transmitir tal evento, Ir. Gilberto como nós o chamávamos antes da Rádio entrar no ar, tinha feito um curso de Técnico reparador, na Escola Monitor por correspondência não tinha nem idéia como transmitir tal evento. Aí entrou a criatividade do Luís Ernesto, que na época também trabalhava na Rádio Guairacá como sonoplasta.


O técnico Engenheiro Eletrônico que montou a nossa Rádio era o Senhor Werner Julio Riecks um grande entendido e nervoso com espessas e grandes sobrancelhas, calvo. Muito parecido com o cientista do filme “De Volta para o Futuro”, também era o técnico responsável da Rádio Guairacá, Luís convenceu o senhor Riecks a nos emprestar um Amplificador de Linha ainda valvulado de propriedade da Guairacá. Tal equipamento é que permitia a transmissão a distancia, usando a rede telefônica como meio de levar o som gerado no caso no Guairão até os nossos estúdios localizados no Prado Velho. Consistia em uma caixa com alça, parecia uma pequena maleta, na frente possuía um painel com entrada para 2 ou 3 microfones, tendo um controle de volume para cada um dos microfones, uma saída para se fazer a conexão com a linha telefônica diretamente em dois bornes. Um VU com escala em decibéis que era um micro amperímetro analógico que permitia ao operador saber o volume de som transmitido pela linha telefônica. Uma saída tipo jack para conectar um par de fone de ouvidos para o operador saber de fato se o som estava em ordem. E por último saía da caixa um fio elétrico com uma tomada na ponta. Era portátil, mas se não tivesse a disposição uma tomada elétrica, adeus portabilidade. Outra dificuldade era instalar pelo menos um microfone no palco sobre as cabeças dos folcloristas dançarinos, cantores e músicos. Se acontecesse nos dias de hoje seriam instalados uns 10 microfones no mínimo, mas nós fazíamos com apenas um e com um resultado final bom. Mas acontecia que a Rádio não dispunha de tanto cabo para microfone, foi necessário recorrer novamente a Rádio Guairacá. Como ainda a sala do grande auditório estava em obras, lembro bem, o público sentava-se em grandes bancos de madeira. E o piso do teatro era ainda só cimentado, o público batia os pés levantava aquela poeira!


Fizemos o pedido a Companhia telefônica para a colocação no Teatro de uma extensão telefônica, e pedimos para deixarem o par de fios bem próximo ao palco. Pois também não dispúnhamos de muito cabo telefônico para conectar ao tal Amplificador.


Chegávamos bem cedo ao teatro para poder montar e instalar os nossos equipamentos. Escolhemos um local na lateral do palco com uma parede para o público, E era bem alto o local, parecia que estávamos em um camarote. Improvisamos uma mesa com tábuas de tapume e duas cadeiras tipo de polaco, eu e o Luís dividindo um par de fone de ouvidos, eu controlando o microfone do Luís e o do palco. Nos estúdio da Rádio ficou um dos Irmãos Lassalista o Dionísio controlando o nível do som transmitido via linha telefônica e irradiado. E por incrível que pareça transmitimos eu e o Luís, 2 anos consecutivos o Festival Folclórico. Inclusive tirei algumas fotos, que ainda estou procurando nos meus guardados para aqui postar.
Comentário do Luís Ernesto em 12/08/2010:
Fizemos uma estória no Rádio que poucos tiveram a oportunidade de vivenciar.
Fomos produtores, operadores, apresentadores, aprendizes de música erudita (irmão Gilberto) e vivíamos num mundo de paz e felicidade incontida.
Fizemos com amor.....recebemos o mesmo carinho das pessoas que nos ouviam....e que me ouvem até hoje (não sei como agüentam)!!!!!!!!!
Valeu João. O único que nunca mais tive contato foi com Ernesto Arthur Berg
(lembra!!!!!!)
Abraços fraternos!!!!!!
Vc. continua sendo um geninho (do bem).

Agradecimento especial a pessoa que abraçou a nossa causa de transmitir esse evento, Senhor TELMO FARIA diretor artístico do Festival Folclórico!









domingo, 4 de julho de 2010

Artiur Moreira Lima pela primeira vez em Curitiba


Com 22 anos (nasceu no Rio de Janeiro, em 16/7/1940), Arthur Moreira Lima já era um dos mais promissores pianistas brasileiros. O então jovem Arthur foi o convidado para fazer o primeiro concerto para a Pró-Música, que tinha sido recém criada por um punhado de idealistas como: Aristides Severo Athayde, Clotilde Cravo, Henriqueta e Eduardo Garcez, padre José Penalva e mais alguns entusiastas.
Em 1962, antes do concerto em Curitiba, ganharia o terceiro lugar no III Concurso Internacional de Piano, no Rio, viajando então para a Rússia onde trabalharia por 3 anos no Conservatório de Moscou, como assistente do professor Rudolf Keres.
A apresentação em Curitiba foi realizada no auditório da Reitoria da UFP. Na data de 28 de maio de 1963. Cuja audição foi gravada pela Rádio das Escolas Radiofônicas sendo Luís Ernesto o apresentador e eu João Carlos o operador de som, ainda lembro das presenças de José Carlos Baraúna Araujo, locutor da Rádio Colégio Estadual e ator e Josil Caron dos Anjos que apresentava um programa semanal também na Rádio.